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‘Falso corretor’ volta a aplicar golpe menos de um mês após sair da prisão e é detido pela 3ª vez em Uberlândia

'Falso corretor' foi preso pela três vez em três anos Polícia Civil/reprodução Alisson Henrique, de 30 anos, que ficou conhecido como 'falso corretor', foi...

‘Falso corretor’ volta a aplicar golpe menos de um mês após sair da prisão e é detido pela 3ª vez em Uberlândia
‘Falso corretor’ volta a aplicar golpe menos de um mês após sair da prisão e é detido pela 3ª vez em Uberlândia (Foto: Reprodução)

'Falso corretor' foi preso pela três vez em três anos Polícia Civil/reprodução Alisson Henrique, de 30 anos, que ficou conhecido como 'falso corretor', foi preso pela Polícia Civil suspeito de aplicar um novo golpe na venda ilegal de imóveis em Uberlândia. Ele já havia sido preso outras duas vezes por estelionato, em 2024 e 2025, e causou prejuízo superior a R$ 1 milhão às vítimas. O mandado de prisão preventiva foi cumprido na terça-feira (17), no bairro Saraiva. A investigação começou no dia 9 de março, após uma vítima procurar a polícia e relatar que foi induzida ao erro ao negociar e pagar R$ 35 mil pelo ágio de um imóvel no bairro Luizote. Desconfiada da transação, a vítima fez buscas na internet e percebeu que poderia ter caído em um golpe. Durante a apuração, a Polícia Civil identificou o suspeito e confirmou que se tratava de Alisson Henrique, o mesmo homem já investigado e preso em outras ocasiões pelo mesmo tipo de crime. O g1 tenta contato com a defesa do investigado. 🔔 Receba no WhatsApp as notícias do Triângulo e região Segundo a PC, após a última prisão, em 11 de abril de 2024, Alisson permaneceu detido por 10 meses e foi solto no dia 31 de janeiro deste ano. Em menos de 30 dias, voltou a aplicar novos golpes. Segundo a investigação, ele contava com a ajuda de um comparsa, que se passava pelo proprietário dos imóveis negociados de forma fraudulenta. A dupla utilizava documentos falsos para enganar as vítimas. Pouco mais de uma semana após a denúncia, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Alisson. O pedido foi aceito pelo Ministério Público e autorizado pela Justiça. O investigado foi encaminhado ao Presídio Professor Jacy de Assis. Prisões anteriores A primeira prisão do homem, então com 28 anos, ocorreu no dia 27 de novembro de 2024, no bairro Brasil, em Uberlândia. Ele foi indiciado por estelionato, invasão de domicílio e associação criminosa. Alisson já havia sido preso por estelionato e solto em janeiro de 2025 mediante o uso de tornozeleira eletrônica Reprodução/Redes Sociais A investigação apontou que ele agia desde 2022 com a ajuda de comparsas. Na ocasião, a polícia informou que pelo menos 13 pessoas, com idades entre 40 e 60 anos, foram vítimas do grupo. O prejuízo individual, referente à entrada na compra do imóvel, variava entre R$ 60 mil e R$ 80 mil. Segundo a delegada Tauany Abou Rejaili, as vítimas eram atraídas por anúncios em redes sociais e adquiriam imóveis que supostamente estavam desocupados. "Em alguns casos, o suspeito invadia o imóvel, trocava as chaves da casa e apresentava o local às vítimas, que percebiam o golpe quando chegavam aos imóveis e os vizinhos as alertavam. Ao tentarem registrar os imóveis, eles também descobriram que o número da matrícula não correspondia", explicou a delegada. De acordo com a Polícia Civil, o homem foi solto no dia 16 de janeiro de 2025 mediante o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, em 11 de abril do mesmo ano, voltou a ser preso no estacionamento de um cartório, no Centro de Uberlândia, acompanhado de uma nova vítima. alisson henrique falso corretor de uberlândia Reprodução/Redes Sociais 'Falso corretor' levava vida de luxo e usava carteirinha falsa Quando foi preso pela segunda vez, a investigação apontou que Alisson Henrique levava uma vida de luxo sustentada por golpes. “É uma pessoa conhecida, que ostenta um padrão de vida luxuoso. Utiliza de veículos de luxo para mostrar maior credibilidade às vítimas. Ele é um estelionatário que passa uma narrativa ardilosa e consegue ludibriar as vítimas”, detalhou a delegada. Para enganar compradores e dar credibilidade ao serviço de corretagem de imóveis que oferecia, Alisson utilizava um registro falso no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-MG), passando-se por um profissional regular e vendendo imóveis de forma ilegal. “Ele apresentava um número de Creci falso, afirmava que trabalhava junto a algumas imobiliárias e fazia a venda do ágio desse imóvel, muitas vezes de baixo valor e direcionado a pessoas idosas”, detalhou a delegada Tauany Abou Rejaili. Falso corretor é preso na saída de cartório de Uberlândia LEIA MAIS: Idoso cai em 'golpe do amor' e envia dinheiro para falsa médica no exterior para receber mala com fortuna em MG Polícia Civil desarticula esquema de fraude para revenda de insumos agrícolas em Minas e São Paulo VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas