Cleitinho Azevedo diz que quer 'rever contrato por contrato' e que o vice, Falcão, vai comandar Secretaria no Governo de Minas
Entrevista exclusiva: Cleitinho diz que quer 'rever contrato por contrato' Na segunda parte da entrevista exclusiva ao g1 Centro-Oeste, Triângulo e Zona da Mata...
Entrevista exclusiva: Cleitinho diz que quer 'rever contrato por contrato'
Na segunda parte da entrevista exclusiva ao g1 Centro-Oeste, Triângulo e Zona da Mata, realizada em Divinópolis, sua cidade natal, o governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), falou sobre as prioridades para o início do mandato, a preocupação com a dívida de Minas e as primeiras medidas que pretende adotar. Ele disse que quer buscar parcerias com o governo federal e conversar com o novo presidente, seja ele Lula ou Flávio Bolsonaro, para ampliar os investimentos em Minas.
Cleitinho também falou sobre as queixas da população em relação às rodovias e disse que quer “rever contrato por contrato”. O governador eleito também contou sobre a relação com o vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão e que quer que além de vice, ele assuma uma Secretaria no Governo de Minas Gerais.
Veja a entrevista exclusiva concedida ao g1 no vídeo acima.
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Leia a primeira parte da entrevista: Cleitinho diz que 'era pedra e vai virar vidraça' e fala sobre o desafio de montar o novo governo
Revisão de contratos e diálogo com o governo federal
Rever a situação das estradas em Minas está entre as prioridades do governador eleito
Anna Lúcia Silva/G1
Cleitinho afirmou que as condições das estradas estiveram entre as principais reclamações que ouviu durante as viagens pelo estado. Segundo ele, a intenção é avaliar os contratos relacionados às rodovias mineiras.
“A minha primeira ação, assim que for eleito o presidente, vai ser sentar com ele e dialogar para tratar sobre Minas Gerais. Estou falando aqui de estrada, o que eu mais rodei e o que eu mais ouvi de reclamação foi estrada (…) Eu quero rever contrato por contrato", disse.
O governador eleito também pretende discutir com o governo federal alternativas para lidar com a dívida de Minas Gerais e ampliar a cooperação em áreas consideradas prioritárias para a população.
Na saúde, ele defendeu o fortalecimento do atendimento regionalizado, com mais investimentos em hospitais regionais, filantrópicos e Santas Casas. A proposta, segundo ele, é reduzir a necessidade de deslocamentos de pacientes que precisam percorrer centenas de quilômetros para conseguir tratamento.
Vice deve assumir secretaria no governo
Ao falar sobre a relação com o vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão, Cleitinho afirmou que os dois se conhecem há cerca de seis anos. Na época, Cleitinho era deputado estadual e foi procurado por Falcão, que se preparava para disputar pela primeira vez a Prefeitura de Patos de Minas, para apoiar a candidatura.
A aproximação política se fortaleceu ao longo dos anos e ganhou novos contornos no início de 2026, quando os dois começaram a conversar sobre as eleições estaduais.
Falcão presidia a Associação Mineira de Municípios (AMM) e, segundo Cleitinho, também tinha a intenção de disputar o governo de Minas ou uma vaga no Senado.
“Ele (Falcão) estava com essa intenção também de vir candidato a governador ou senador, ele era presidente da AMM - Associação dos Municípios Mineiros - e a gente começou a conversar nesse processo de janeiro para cá (…) pela proposta que ele tem também de fazer um estado menor e centralizar mais nos municípios eu acho que vai dar um casamento perfeito” , destacou.
O governador eleito disse acreditar que os dois têm propostas alinhadas, principalmente em relação à descentralização da administração estadual e ao fortalecimento dos municípios.
Cleitinho afirmou ainda que deseja dar ao vice-governador uma participação ativa na administração estadual. Além das atribuições próprias do cargo, a intenção é que Falcão assuma uma secretaria e participe diretamente da gestão do estado.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) - Governador de Minas Gerais - Divinópolis
Anna Lucia Silva/g1
Privilégios da política e compromisso com a população
Durante a entrevista, Cleitinho também falou sobre as mudanças em sua vida após a eleição e questionou os privilégios associados aos cargos políticos diante das dificuldades enfrentadas por parte da população.
Ao mencionar o salário de governador, estimado por ele em R$ 40 mil, e a escolta policial que passou a acompanhá-lo, o governador eleito levantou questionamentos sobre as condições oferecidas às autoridades públicas.
Ele afirmou que pretende encarar o novo cargo como uma responsabilidade de trabalhar em benefício dos mineiros e agradeceu tanto aos eleitores que votaram nele quanto àqueles que escolheram outros candidatos.
“Eu quero só agradecer a quem votou em mim, eu tive 6,3 milhões de votos e também a quem não votou, agora eu sou governador de todos e vou governar para todos, então, podem ter certeza de que eu vou ter comprometimento”, disse.
A declaração reforça o compromisso anunciado por Cleitinho de governar independentemente das preferências políticas da população. A proposta, segundo ele, é trabalhar para melhorar a vida dos mineiros.
Desafio de governar para todos
A promessa de governar para todos os mineiros coloca entre os desafios da próxima gestão a necessidade de conciliar interesses, dialogar com adversários políticos e reduzir as divisões provocadas pela polarização.
O governo também terá de lidar com as diferenças entre as regiões do estado e buscar condições para que os investimentos e as políticas públicas alcancem os municípios de maneira mais equilibrada.
Na entrevista, Cleitinho destacou a intenção de aproximar a administração estadual das cidades, proposta que, segundo ele, está alinhada à parceria com Falcão. A execução dessas medidas dependerá das decisões adotadas a partir do início do mandato e da articulação com os demais níveis de governo.
Primeira parte da entrevista
Na primeira parte da entrevista exclusiva ao g1 Centro-Oeste, Triângulo e Zona da Mata, Cleitinho falou sobre os desafios de deixar a oposição e assumir o comando do governo de Minas Gerais. Na ocasião, reconheceu que, ao ocupar o Executivo estadual, passará a estar na posição de quem é cobrado pelas decisões da administração, o que resumiu com a expressão “vidraça”.
Cleitinho (Republicanos), candidato ao Governo de Minas Gerais, dá entrevista ao votar em Divinópolis
Cristian Miranda/TV Integração
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